Maricá

Defesa Civil de Maricá ensina crianças a prevenir afogamentos em praias e lagoas

Uma criança não deve entrar na água para tentar salvar alguém que esteja se afogando. A atitude correta é reconhecer a situação de perigo, chamar imediatamente um adulto ou guarda-vidas e manter outras pessoas afastadas da área.

Esse é um dos principais ensinamentos das ações educativas realizadas pela Defesa Civil de Maricá com estudantes. A proposta é levar informações de segurança aquática para escolas, famílias e comunidades, ajudando crianças e adolescentes a se tornarem multiplicadores da prevenção.

Crianças devem chamar ajuda, não tentar o resgate

Afogamentos podem acontecer de forma silenciosa. Muitas vezes, a vítima não consegue gritar, acenar ou pedir socorro. Por isso, saber identificar sinais de perigo e agir rapidamente pode fazer diferença.

O estudante deve informar um adulto responsável ou guarda-vidas, indicar o local onde a pessoa foi vista pela última vez e evitar entrar na água sem treinamento.

Tentar um resgate direto pode colocar uma segunda pessoa em risco, principalmente em praias com ondas, correntes ou mudanças repentinas de profundidade.

Projeto Onda Certa promove segurança aquática em Maricá

A educação preventiva faz parte do histórico do projeto Onda Certa, desenvolvido pela Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Maricá.

Em edições anteriores, crianças e adolescentes participaram de atividades sobre prevenção de afogamentos, primeiros socorros, condições do mar, preservação ambiental e exercícios físicos na areia. Em 2020, a Prefeitura informou que o projeto já havia atendido 600 crianças em dois anos. Confira o histórico do Onda Certa.

A iniciativa não busca formar pequenos socorristas. O objetivo é ensinar os jovens a agir com segurança, respeitar os alertas e buscar ajuda profissional sempre que houver uma emergência.

O que ensinar às crianças sobre segurança na água

Entre as principais orientações para prevenir afogamentos estão:

  • Procurar um guarda-vidas antes de entrar no mar;
  • Respeitar bandeiras, placas e apitos de advertência;
  • Nunca entrar na água sozinho;
  • Manter crianças sob supervisão constante de um adulto;
  • Não tentar resgatar alguém sem treinamento;
  • Chamar ajuda imediatamente em caso de perigo;
  • Usar colete salva-vidas em embarcações;
  • Não misturar bebida alcoólica e atividades aquáticas.

O Ministério da Saúde destaca a importância de ações educativas, do ensino de segurança na água e da prevenção de acidentes envolvendo crianças e adolescentes. Veja as orientações sobre prevenção de afogamentos.

Prevenção deve começar na infância

Em uma cidade cercada por praias, lagoas e áreas de lazer aquático, ensinar prevenção desde cedo ajuda a criar uma relação mais segura com a água.

A educação não substitui a supervisão de adultos e a atuação dos guarda-vidas. No entanto, ao aprender a reconhecer o risco e chamar socorro rapidamente, crianças e adolescentes podem ajudar a evitar tragédias.